quinta-feira, 5 de março de 2015

estava hoje, pela manha, andando torta pela rua. o Cowboy me ajudou. ele pensa que depois fica bem. eu sempre me entorto. de novo. e de novo e todos os dias. mas gosto como ele me ajuda. penso que ficaria com ele lendo um jornal, tomando um café e discutindo Goethe. eu pensaria em ler livros para ele. e pensaria em desentortar pessoas para ele e por ele, pois ele o faz sem nem perceber e acho isso muito interessante, quis dizer bonito, mas a muito tempo não tenho conseguido me expressar com palavras positivas. talvez nem com músicas positivas, todas são, mas no momento eu escolho as depressivas e penso das positivas coisas tristes e acabo com isso. hoje o Cowboy não estava lá. eu fui torta até a padaria. eu não quis tomar o café. quis contar uma coisa para a Bee, que sinto falta de tudo que me leva. que juntei todos os motivos, mesmo que o Saramago já tivesse me alertado sobre isso, que poderia ser desnecessário, que eu preciso de um motivo de validade e isso me bastaria, e isso me levaria. eu então percebi e contei a Bee, que era isso, precisava realmente sair a busca, comprar esse motivo, descobrir, roubar de alguém, eu penso que faria tudo por ele, pois com essa questão resolvida poderia procura-la. e se eu levar motivos juntados ela não aceitaria, de esperteza mesmo. mas quando encontrar esse em especifico, tudo iria ficar bem. olha só! só de pensar me sinto de uma forma contraria ao negativo mas que ainda não me é possível pronunciar . não conseguiria buscar dessa forma, aqui na padaria desse encrenqueiro que tira minha energia, essa viagem precisa ser feita, conhecer e investigar onde vou encontrar o motivo, talvez enganar. e leva-lo. e resolver, mas tem aquele detalhe que me é difícil contar. me formam pedregulhos na cabeça. me leva o ar e em troca deixa pregos perfurativos. e no lugar do coração sinto plástico. eu já desisti antes de tentar.

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